João Vala, sócio-gerente da Espazo, afirma «Espaço de armazenagem próprio está subaproveitado»

«Francamente boa». É assim que João Vala, sócio-gerente da Espazo, descreve a procura de que esta inovadora solução de armazenamento, aberta ao público desde Maio, tem sido alvo. Criada para dar resposta à constante falta de espaço e subaproveitamento das áreas, esta Self Storage pretende, a médio prazo, angariar cerca de 250 clientes por ano e alargar a sua oferta a outras cidades.» Porto e Coimbra serão, certamente, localizações a ter em conta», anuncia o responsável da empresa.

Vida Económica – O conceito de Self Storage já conta com mais de meio século de existência. No entanto, só agora está a ser introduzido em Portugal. Quais as condições que o mercado português reúne, que o fazem ser, actualmente, um promissor «receptor» deste conceito e, consequentemente, da Espazo?

João Vala – À semelhança do que acontece noutros países, a falta de espaço e o subaproveitamento das áreas são problemas com bastante incidência, também, em Portugal. Tais condições fazem do mercado português um claro receptor deste conceito e, obviamente, da Espazo, como Self Storage que é.

VE – A que tipo de necessidades concretas pretende a Espazo dar resposta?

JV – A Espazo vem colmatar a referida falta e subaproveitamento do espaço de armazenagem, permitindo aos seus clientes determinar, exactamente, o período de tempo durante o qual pretendem usufruir desse mesmo espaço, de modo que este seja, de acordo com as suas necessidades, o estritamente necessário. Dá resposta não só às necessidades do mercado residencial – questionamo-nos, por vezes, o que fazer ao mobiliário durante o período de uma mudança de casa, duma obra, ao material desportivo, à roupa fora de estação, a objectos de uso sazonal, etc. -, como também às necessidades do meio empresarial – arquivos «mortos», stocks, produtos promocionais, maquetas, enfim, coisas que ocupam sempre demasiado espaço nas instalações das empresas, espaço que poderá ser mais bem rentabilizado.

VE – A empresa ainda não cumpriu um ano de existência. Já poderá, todavia, ser adiantada alguma tendência, no que respeita os diferentes níveis de receptividade por parte destes distintos públicos?

JV – A evolução revela, até ao momento – embora com as devidas reservas, face ao pouco tempo de actividade -, serem as empresas o tipo de cliente que mais procura as soluções Espazo. Não pode, contudo, afirmar-se uma grande disparidade face aos clientes particulares. Ambos os mercados têm evidenciado uma aceitação francamente boa.

VE – Actualmente, a Espazo disponibiliza dois espaços de «self storage», ambos em Lisboa. Qual a razão pela qual a Espazo optou pela construção de dois espaços na capital, em detrimento de outras importantes cidades do país? Não terão cidades como, por exemplo, Porto ou Coimbra, uma semelhante necessidade de espaço de armazenamento?

JV – A construção dos dois espaços Espazo em Lisboa não está inserida numa lógica de repetição, mas sim numa lógica de complementaridade, uma vez que estes espaços diferem bastante em estrutura – segmentação das boxes, função das boxes, etc. – e em localização. Sendo um em Alvalade e outro na Ameixoeira, torna-se possível uma maior flexibilidade, no que concerne a proximidade e a facilidade de deslocação dos nossos clientes. Além do mais, tendencialmente, o conceito estender-se-á, a médio prazo, a outras cidades, sendo que em consideração, estará, novamente, a dimensão do agregado populacional. Porto e Coimbra serão, por isso, localizações a ter em conta.

VE – Embora não inseridas no tecido urbano de Lisboa, já existem, actualmente, outras soluções de «self storage» em Portugal. Quais as vantagens competitivas da Espazo?

JV – Realço, além da já mencionada acessibilidade espacial e flexibilidade temporal, a facilidade em trocar de box/armazém a qualquer momento, um amplo horário de acesso às instalações, a qualidade ambiental dos centros Espazo, a existência de um seguro multirrisco já incluído nos nossos preços e o sofisticado sistema de controlo de acesso às instalações, garantido não apenas pela existência de videovigilância mas pela providência de uma chave de acesso personalizada.

VE – Qual o valor do investimento realizado pela Espazo para pôr em prática este conceito em Portugal?

JV – No que respeita ao investimento meramente financeiro, posso quantificá-lo em cerca de três milhões e meio de euros, no conjunto das duas instalações. Mas, em etapas anteriores, outros investimentos foram feitos: em visitas aos melhores «self storages» no estrangeiro em busca da optimização do «lay-out» a implantar, na elaboração de um sofisticado suporte informático, na procura das tecnologias específicas deste conceito, no tratamento de imagem, publicidade, etc.

(2008), Vida Económica - Empresas (Edição N.º 1272), 14 Novembro