NOVIDADE Dois armazéns em Lisboa, divididos em boxes individuais, prometem facilitar a vida aos lisboetas com falta de espaço. A Espazo garante soluções com diversos metros quadrados. E chegar a outras cidades

A ideia não é nova, mas em Portugal ainda está «num estado embrionário». A falta de espaço para guardar bens é comum, seja em casa ou nas empresas. Solução: o self-storage, que actua como «uma extensão das casas ou empresas». Para Paulo Vala, sócio da Espazo, empresa que abriu dois armazéns em Lisboa (Alvalade e Ameixoeira), este conceito é ideal quando se fala em optimização de espaço.

Divididos em cerca de duas centenas de boxes, os armazéns são «um complemento» de casas ou empresas, onde «se pode armazenar objectos de uso não diário». «Pode-se usar num período de mudança, para arquivos de empresas ou armazenamento de stocks e ferramentas», revela Paulo Vala, frisando que o self-storage se dirige a três públicos distintos, nos dois diferentes espaços da empresa.

Particulares, empresas e profissionais têm ao seu dispor boxes, divididas através de uma estrutura metálica, entre os dois e vinte metros quadrados, em Alvalade e os 30 e 350 metros quadrados, na Ameixoeira, «mais apropriado para empresas e profissionais», diz Paulo Vala. Além de muito espaço, flexibilidade é uma promessa da Espazo. «Cada pessoa aluga o espaço que necessita. Se precisa de mais ou menos metros, muda-se para a boxe que se adequa.»


ORIGEM NORTE-AMERICANA

O self-storage é um conceito de armazenagem nascido nos anos 50 nos EUA, fazendo parte do quotidiano da maioria das empresas e cidadãos americanos. Mas a ideia para os armazéns portugueses partiu da vizinha Espanha. À Europa chegou nos anos 80, no entanto é «uma realidade que já está muito desenvolvida». Em Portugal «ainda é um balão de ensaio», afirma o sócio da Espazo.

Numa fase de expansão no mercado português, estes espaços estão apenas disponíveis em Lisboa, porque, segundo Paulo Vala, «é um projecto virado para grandes cidades, onde se nota mais a falta de espaço». Depois de assimilado o conceito pelo mercado, a capital portuguesa «tem capacidade para mais armazéns deste género» e cidades como Porto e Coimbra estão entre as possibilidades de extensão do negócio.

(2008), Sexta, 05 Setembro